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Nutrineurotransmissores - como a nutrição influencia a produção de Serotonina e Dopamina no cérebro

  • mamartins180
  • 1 de fev.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 17 de fev.

Cuidar da mente começa nutrindo o cérebro.

A saúde mental não começa apenas no sintoma — ela começa na bioquímica cerebral. Antes de pensar exclusivamente em medicamentos, uma pergunta fundamental precisa ser feita: O cérebro está devidamente nutrido para funcionar bem?

Os neurotransmissores são mensageiros químicos essenciais para o equilíbrio do humor, da motivação, do foco, do sono e da resposta ao estresse. O que muitas pessoas desconhecem é que o próprio organismo é capaz de produzi-los, desde que tenha os nutrientes adequados disponíveis.

Chamamos esse processo de nutrineurotransmissão: a produção de neurotransmissores a partir de nutrientes específicos obtidos pela alimentação ou suplementação. Alguns exemplos fundamentais:

A Serotonina, neurotransmissor relacionado ao bem-estar emocional, à regulação do humor e do sono, depende diretamente do aminoácido triptofano.

A Dopamina, ligada à motivação, prazer, foco e energia mental, é sintetizada a partir do aminoácido tirosina. Esses aminoácidos funcionam como matéria-prima cerebral. Sem eles — ou sem a presença adequada de vitaminas e minerais cofatores (como vitaminas do complexo B, magnésio, ferro, zinco, entre outros) — a produção dos neurotransmissores torna-se ineficiente, mesmo que o cérebro esteja estruturalmente saudável.

Nessas condições, o organismo pode manifestar sintomas como: ansiedade persistente, humor deprimido, fadiga mental, dificuldade de concentração, compulsões alimentares e distúrbios do sono. A boa notícia é que, em muitos casos, é possível estimular a produção natural de serotonina e dopamina por meio de uma abordagem integrativa e individualizada, que pode incluir: suplementação específica de aminoácidos, correção de deficiências minerais, reposição de vitaminas essenciais à neurotransmissão. Sempre respeitando a bioquímica individual de cada paciente. É importante deixar claro: essa abordagem não significa substituir tratamentos médicos de forma irresponsável, nem desconsiderar o papel dos medicamentos quando eles são necessários.

O objetivo é mais amplo e inteligente: avaliar se o corpo possui os recursos biológicos necessários para produzir seus próprios neurotransmissores, antes de recorrer diretamente a antidepressivos ou ansiolíticos — e, quando usados, que sejam parte de um plano terapêutico mais completo.

Cuidar da mente vai além de tratar sintomas. É compreender que nutrir o cérebro é uma etapa essencial da saúde mental.


Dra. Márcia Alexandra Martins

 
 
 

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